O Quarteto de Alexandria,
página 265 - volume 2:
"Minha querida Clea,
Tal como você, tenho que resolver dois problemas intimamente ligados:a minha arte e a minha vida. Na minha vida sou indeciso e mesquinho, mas na minha arte tenho a liberdade de ser o que desejo parecer: um homem capaz de introduzir determinação e harmonia nas existências moribundas que o rodeiam. Na minha arte, sim, pela minha arte, desejo realizar-me, desembaraçando-me da obra, que não tem importância, como uma serpente se desembaraça da pele. É talvez por isso que, no fundo, os escritores querem ser amados mais pela sua obra que por si mesmos - não acha?
Tais são, querida Clea, alguns dos problemas do seu onisciente amigo, um cérebro clássico num coração romântico, que se chama Ludwig Pursewarden."
(Lawrence Durrel em O Quarteto de Alexandria)
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